Eleições 2010

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nov
05

Marcelo Branco sugere setor de mídias sociais para governo Dilma

Publicado às 17:08 0 comentário
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No primeiro dia como presidente eleita, Dilma tuitou: “É uma honra e uma grande emoção ser escolhida para presidir meu país. Prometo a cada brasileiro e a cada brasileira minha total dedicação.” O tweet foi feito na última segunda (1) e, pelo menos até a publicação deste post, o perfil @dilmabr não teve mais atualização.

O aparente abandono após a campanha deixa uma dúvida na cuca daqueles que acompanham o Twitter: como Dilma vai usar as mídias sociais no seu governo? O ex-candidato tucano José Serra, que demonstra ter familiaridade com o Twitter, já anunciou que segue na rede de microblogs, por exemplo.

Para tentar sanar as incertezas, conversamos com Marcelo Branco, que coordenou a campanha de mídias digitais da petista, para saber como vai ser o uso no Planalto das mídias sociais. Ele foi pontual: “Eu defendo que [o Twitter @dilmabr] seja usado, e que seja até melhor usado do que foi na campanha.”

Só que isso não depende mais de Branco. Ele revela que seu trabalho como estrategista de mídias digitais para Dilma encerrou com a votação e que não vai compor a equipe do governo. Mas explicou que há uma “sensibilização” por parte da equipe que elegeu Dilma para que se use mais as mídias sociais.

Branco disse que vai ajudar “no que puder para que as mídias sociais sejam usadas ao máximo, mas agora isso depende das pessoas que vão entrar.” O entusiasta das redes foi categórico sobre como isso foi feito até agora: “Precisa ser necessariamente muito melhor do que o usado durante o governo Lula.”

Depende de quem?

Se as mídias sociais vão ser usadas ou não na gestão de Dilma, isso depende, além do interesse da presidente, de dois setores de comunicação: a Secretaria de Imprensa da Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social, responsáveis por  iniciativas como o Blog do Planalto. Mas Branco vai além, e acha que mais do que jornalismo e publicidade, as secretarias têm que criar um setor de mídias sociais.

Um país que recentemente passou a utilizar as redes sociais no trabalho de comunicação do governo foi a Argentina. Além do perfil oficial da presidente Cristina Kischner, a instituição conta com espaços como um canal no YouTube:

Pelo canal "Casa Rosada", no YouTube, o governo argentino sobe vídeos de discursos e declarações oficiais. Para Marcelo Branco, a iniciativa é "referência"

#Dilmanarede é a principal herança

Em setembro, Branco anunciou que a plataforma #dilmanarede, que virou ponto de encontro da militância petista na web, iria continuar depois da campanha. “Temos uma estrutura mínima de jornalistas para manter o blog funcionando, para fazer a cobertura da transição até a posse“, explica.

A ideia é que a Dilma possa usar o espaço como presidenta para ter expressão na rede.” A forma como o projeto vai ser utilizado dentro do governo ainda deve ser decidida até janeiro. É esperar para ver.

Balanço da campanha

Na conversa, Marcelo Branco também fez um balanço da campanha petista. Além dos pontos já comentados pela TwitCam no último domingo (1), ele destacou que o grande desafio foi fazer campanha na internet quando o principal eleitorado de Dilma não tinha acesso à tecnologia. ”Passamos por uma superação. As bases que apoiam o governo são os excluídos digitais.”

Branco aproveitou para lembrar alguns eventos que foram destaque nas mídias digitais, entre eles o DilmaFactsByFolha e o episódio da capa da revista Época. Ambas foram reações de militantes a publicações sobre a então candidata Dilma.

Para ele, enquanto a campanha de Serra tinha um fluxo de informação que ia dos grandes meios de comunicação para os eleitores, a campanha de Dilma fazia o caminho contrário. “Muitas vezes pautamos a grande mídia“, lembra.

No geral, Branco considera o resultado bastante positivo. “Para a mídia convencional, a mídia social entrou como um intruso e incomodou as velhas estruturas“, sentenciou.

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Este é o último post do blog #eleições2010, que cobriu a campanha eleitoral nas mídias sociais. A equipe que atualizou o blog durante toda a campanha agradece as leituras e os comentários em nome do Portal Terra. Esperamos que tenham gostado do trabalho!

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Filipe Speck

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No período pós-eleitoral, os balanços das campanhas e do desempenho dos candidatos é uma prática frequente. Assim como Marcelo Branco, o coordenador da campanha digital de Marina Silva, Caio Túlio Costa, junto com o responsável pelas mídias clássicas, Nilson Oliveira, também fez uma análise do trabalho realizado durante as últimas semanas.


O primeiro a falar sobre a campanha foi Oliveira. “Fizemos um trabalho de integração total, não havia distinção entre mídias clássicas e mídias digitais”, apontou. Segundo ele, hoje é fundamental que as duas mídias trabalhem juntas.

Em uma rápida comparação com a campanha de Obama, ele afirmou que, no Brasil, as redes sociais foram bem mais usadas: “conseguimos ir muito à frente do Obama em relação a determinadas situações na mídia digital”. Além disso, apontou algumas adaptações que foram feitas já que a legislação brasileira não permite a compra de banners ou a utilização de sms, por exemplo. Os valores empregados na campanha aqui no Brasil também eram bem inferiores aos praticados pela campanha do democrata.

Caio Túlio Costa apresentou as 12 frentes de ação aplicadas na campanha de Marina. Dentre elas, o Twitter, o Blog, o site oficial (coração de tudo), as comunidades no Facebook e no Orkut, a postagem de fotos no Flickr e de vídeos no YouTube, o Social Game (muito usado e que ajudou a levar mensagens da campanha para dentro dos domicílios, segundo Caio Túlio), a arrecadação online, o monitoramento (saber o que está acontecendo em tempo real, para poder agir em tempo real), entre outras iniciativas.

Em relação à candidata Marina Silva, Caio Túlio ressaltou que ela tinha pouca familiaridade com o computador e que eles a levaram à Campus Party no início de 2010 para que começasse a se apropriar de ferramentas digitais.

Para a campanha, foi preciso “estar de olho” na usabilidade da rede , “não basta só transpor o conteúdo daquele negócio chamado jornal para a internet”, ressaltou, “é preciso entender”. Segundo o coordenador, a internet é diferente: “ela pressupõe a interatividade, o respeito ao outro”. Daí vem a necessidade de tratá-la com o devido cuidado.

Caio Túlio explicou que o crescimento de Marina nas redes sociais não foi orgânico, pois resultou das ações promovidas na rede. Ele enfatizou o papel do Orkut como propagador de discussões e o Social Game (O mundo de Marina) que levavam as mensagens da candidata para um número maior de pessoas, tanto na rede quanto fora dela. “As crianças entram no game, escolhem seus ambientes, levam esta mensagens para os pais e falam da candidata”, exemplificou.

Enquanto a campanha era debatida entre os coordenadores, a hashtag #casemarina foi tão comentada que, em pouco tempo, chegou aos Trending Topics do Twitter.

Quando soube do sucesso do termo no microblog, Oliveira explicou o caso: “Hoje, não aconteceu uma palestra ou um debate sobre o que foi a campanha da Marina. Através da hashtag, as pessoas estão assistindo e fazendo outros debates”.

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Ana Bicca

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As reações à onda de preconceito ocasionada por boa parte dos votos à Dilma Rousseff ter vindo das regiões Norte e Nordeste do país, que ganhou o Twitter logo após a divulgação do resultado das eleições no último domingo (31), vêm se espalhado durante esta semana em outras redes sociais.

No próprio Twitter, onde tudo começou, foi criada a hashtag #orgulhonordestino, que ganhou os Trending Topics ainda na segunda (1).

A hashtag foi a primeira reação ao #nordestisto, que fazia referência ao tweet de Mayara Petruso, pivô da onda de preconceito. As consequências foram enormes à jovem: ela teria sido demitida do escritório onde trabalhava, segundo matéria da Folha Online, foi processada pela OAB de Pernambuco e virou ícone da reação ao preconceito.

A digitação equivocada da palavra “nordestino” usada por Mayara no tweet pivô da situação batizou um perfil de Twitter cujo avatar é a imagem de rosto da moça: @Nordestisto.

Perfil criado no Twitter para postar mensagens de repúdio a autora dos comentários

Mas Mayara Petruso não foi a única a criticar o voto dos nordestinos. Tanto que vários perfis no Twitter passaram a relacionar, na própria timeline, os usuários que também postaram mensagens preconceituosas com relação aos nordestinos.

Encontramos também um Tumblr, ferramenta de produção colaborativa, montado para que qualquer usuário pudesse postar as manifestação de preconceito que encontraram na web. Até a manhã desta quarta (4), o “Diga não à xenofobia!” já tinha cerca de 100 flagrantes de preconceito.

O interessante deste Tumblr é que o autor dá espaço para que os responsáveis pelas mensagens racistas possam se retratar.

Outros blogs, como este, também fizeram um serviço similar, de catar as mensagens preconceituosas. Enquanto mostra as dezenas de tweets, o autor lembra que, embora muitos se refiram à onda de preconceito como xenofobia, a palavra refere-se apenas à aversão a pessoas de outro país.

Na onda do vlog

No YouTube, encontramos alguns canais que postaram vídeos que mostravam tweets carregados de preconceito. Mas a manifestação caiu também na graça de vlogueiros. No canal abaixo, chamado “O Malucão da Bahia“, o jovem comenta, com bastante graça, a onda generalizada de crítica aos nordestinos.

Essa reação ao preconceito mostra que o rastro deixado nas redes sociais deve mudar a forma como as pessoas encaram a internet. Muitos não entendem ainda a exata dimensão que um tipo de manifestação na web pode causar.

Enquanto se pensa que a crítica será lida apenas pelos seguidores, a rede faz com que a mensagem chegue a qualquer um. E situações como o processo contra Mayara Petruso mostram que a vida virtual se confunde cada vez mais com o mundo offline.

E você, achou mais um tipo de reação similar a essas? Conte-nos nos comentários ;-)

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Filipe Speck e Guilherme Carrion

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nov
03

Oposição pretende seguir atuante nas mídias sociais

Publicado às 17:38 0 comentário

No discurso feito logo após o resultado das eleições no segundo turno no último domingo (31), o então candidato tucano José Serra disse que a derrota não era um “adeus”, mas um “até logo”.

Independentemente de como a oposição vai se comportar daqui pra frente, a Rede Mobiliza, que coordenou a campanha de Serra pela internet, está mostrando que, definitivamente, não haverá um “adeus”, muito menos um “até logo”. O grupo discute agora a melhor forma de fazer oposição pelas redes sociais.

Pelo perfil oficial do Twitter, ainda na madrugada da última segunda (1), a Rede Mobiliza perguntou aos seguidores: quais os próximos passos?

Assim como a resposta do usuário @RafaFernandes83, vários outros tuiteiros manifestaram apoio para que os mobilizadores usem as mídias sociais para fazer oposição ao governo Dilma.

Durante os diálogos, os responsáveis pela alimentação do perfil acenaram que pretendem fragmentar ainda mais a rede de mobilizadores - durante a campanha, já havia a tendência de segmentação da Rede Mobiliza. Só que, desta vez, especificamente por região e temas.

A Rede Mobiliza aproveitou para apontar o exemplo do pós-campanha de Gabeira em 2008 como “erro” que não pode ser cometido.

Mobilização reativa

Assim como o site da campanha de José Serra, a página da Rede Mobiliza está fora do ar e as conversas têm se estabelecido pelo Twitter. Além de seguirem alimentando o perfil oficial, os responsáveis pela Rede tucana já deram sinais de como o canal deve se posicionar daqui pra frente.

Na madrugada da segunda, o tuiteiro @rafasoli, um dos responsáveis pela Rede Mobiliza durante a campanha, postou um vídeo em que comenta a agressão que teria ocorrido à equipe do CQC durante a festa da vitória de Dilma.

Além de creditar a Lula a agressão sofrida pelo repórter Danilo Gentili, aproveitou para sinalizar como os eleitores de Serra devem agir daqui pra frente. Disse que era preciso olhar as eleições como “a vitória do encontro de milhares de pessoas mobilizadas por uma política mais limpa.”

O militante disse também que as eleições foram “algo maior que o Serra, que o PSDB e qualquer partido”, e mostrou que a internet vai ser o canal fundamental da oposição: “é a possibilidade da gente fazer política inovadora, colaborativa e efetivamente diferente“, concluiu @rafasoli.

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Filipe Speck

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Um dia após a vitória da candidata petista, Marcelo Branco reuniu os internautas e fez um balanço da campanha de Dilma pela Twitcam. Assim como na noite da apuração dos votos, onde o estrategista promoveu um encontro online para a escolha da “hashtag da vitória”, hoje foi o dia de reuni-los para uma rápida análise da campanha nas redes sociais.

Branco disse que foi uma campanha bem difícil, mas que a internet contribuiu para a comunicação dentro e fora da rede, sendo assim o principal espaço de organização da militância petista. “Conseguimos consolidar o que nós chamamos de ‘sociedade civil da blogosfera’”, afirmou, enfatizando a eficiência da rede na campanha.

Segundo o estrategista, a equipe estava sempre à frente e, em muitos casos, pautou os meios de comunicação de massa.

Em uma rápida análise da usabilidade das ferramentas, sem dúvida, ele afirmou: “o Twitter foi o principal espaço de organização da campanha”. Mesmo assim, enfatizou que os responsáveis pela plataforma ainda devem explicações quanto aos critérios e filtros adotados para que as hashtags chegassem aos Trending Topics: “Pedimos maior transparência. Os Trending Topics são importantes porque têm sido referência para as pessoas”, apontou.

Branco também deixou claro que a plataforma #dilmanarede não será desativada. “Ele (o site) não foi feito só para a campanha eleitoral, é o espaço de todos os brasileiros e brasileiras”, ressaltou.

Após algumas considerações, o estrategista conversou com os internautas e respondeu algumas perguntas. Em relação ao caso que repercutiu esta manhã no Twitter quanto à polêmica do voto dos nordestinos, ele disse ter ficado indignado ao ver este “preconceito rasteiro” rolando na rede: “Expressa uma visão fascista que não pode ser aceita em uma sociedade democrática”.

Ao final, Branco agradeceu a todos os que participaram das militâncias e aos internautas deixou um recado: “O nosso trabalho nas redes sociais tem que continuar”.

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Ana Bicca

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nov
01

Votos do Nordeste viram polêmica no Twitter

Publicado às 11:31 385 comentários

A escolha de Dilma Rousseff como primeira mulher presidente do Brasil pode ajudar a enterrar o preconceito de gênero na política, conforme acreditam alguns especialistas. Porém, há um outro tipo de preconceito que foi reanimado logo após o final das eleições: Foi o preconceito entre as regiões brasileiras. Pelo menos este foi o sentimento que se percebeu nas redes sociais, logo após que o resultado foi divulgado pelo TSE.

A polêmica

vitória de Dilma foi garantida pelos votos das regiões Norte e Nordeste. Por conta disso, alguns internautas, principalmente pelo Twitter, passaram a creditar a vitória de Dilma à votação nessas regiões.

O principal sintoma da polêmica em torno dos votos da região Norte e Nordeste foi a hashtag #nordestisto, que ganhou os Trending Topics do Twitter e ficou no topo da lista de assuntos mais comentados durante toda a manhã desta segunda (1). Entre os assuntos também estavam as expressões Norte/Nordeste e Sul/Sudeste.

Ao que tudo indica, a expressão “nordestisto” veio de uma mensagem de um usuário postada no Twitter que incitava a violência às pessoas que nasceram no Nordeste e que se mudaram para São Paulo. No tweet, estava escrito: “Nordestisto (sic) não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!“,

A mensagem viralizou na rede, mas a conta desapareceu na manhã do dia seguinte às eleições. Muitas pessoas, revoltadas com o teor do tweet, registraram a mensagem e passaram a denunciá-la como preconceito.

Nas imagens reproduzidas abaixo, estão encobertos os perfis que repercutiram o tweet preconceituoso e aquele que deu origem ao caso. Este último, inclusive, já não está mais acessível aos internautas, como explicamos a seguir. Os perfis que aparecem nas páginas são aqueles de tuiteiros que protestaram ou reagiram às mensagem que incitavam ao ódio.

No tweet printado e veiculado através do TwitPic, o usuário chama nordestino de "nordestisto", palavra que ganhou os Trending Topics

E não foi apenas um usuário que captou a mensagem. Encontramos cerca de três perfis na ferramenta TwitPic, que troca fotos pelo Twitter, que continham a imagem de tela com o tweet acima. De acordo com o TwitPic, as fotos chegavam a acumular mais de 11 mil visualizações cada.

Na metade da manhã desta segunda, a conta do autor da mensagem aparecia como “inexistente” no Twitter. Perfis do mesmo usuário em outras redes sociais também foram apagados ou bloqueados para acessos de pessoas que não fizessem parte de sua rede direta de amigos.

Em um post neste blog, que captou as mensagens do usuário deixadas em várias redes sociais, pode-se constatar o contexto da hashtag com o resultado das eleições.

No coro do preconceito

Esta não estava sozinha no coro da agressão à região Nordeste. Conseguimos captar várias mensagens com teor agressivo. Há tanto tweets com a hashtag #nordestisto quanto mensagens relacionadas diretamente aos nordestinos:

Reação imediata

Um dos motivos que manteve a hashtag nos Trending Topics foi justamente a reação de tuiteiros ao preconceito ao voto do povo daquela região. Entre os tweets, muitos nordestinos manifestaram “orgulho” e lamentaram o “ódio destilado” das agressões.

A manifestação de apoio não foi só de nordestinos. Tuiteiros do Sul do Brasil também se solidarizaram ao momento.

O gráfico abaixo mostra que a grande discussão em torno da hashtag, tanto de comentários raivosos quanto de reação e acusação de preconceito, ocorreram na madrugada do dia 1º de novembro, logo após a eleição.

No início da tarde desta segunda (1), o perfil da Rede Mobiliza, ligada à campanha tucana, manifestou-se a respeito deste buzz no Twitter:

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Filipe Speck, Giane Laurentino e Ivan Guevara

Comentários

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  1. eduardo Postado em: 1 de novembro, às 18:32

    Em resposta ao Sr.gervasio queiroz, o governo tem que criar formar para melhorar a economia de cada região para que todos possam trabalhar, e não ficar distribuindo bolsa familia. O governo tem que melhorar as escolas para que todos possam ter uma ótima educação para que depois desenvolvam algum plano de trabalho. O que se vê é que o cidadão que ganha bolsa família não quer trabalhar mais, fica recebendo até quando? fica gerando filho pra ganhar bolsa, isso é uma reação em cadeia, isso jamais vai parar. Não é dessa forma que vamos acabar com a miséria.

  2. RSM Postado em: 1 de novembro, às 18:29

    Porque alguns paulistas tem tanto odio e preconceito contra as pessoas do nordeste? Se nao gostam de nordertinos trabalhando em SP, porque entao nao criam oportunidades para as que grandes empresas se instalem no nordeste e tantas outras regioes carentse do Brasil para alavancar o desenvolvimento nessas regioes, gerando gerarem oportunidades de empregos e melhoria na qualidade de vida desse povo tão sofrido? Porque as melhores oportunidades só podem estar nas regiões Sul e Sudeste? Porque continuar apenas centralizando todo o poder somente nessas regiões? O governo Lula/Dilma pelo menos está tentando fazer isso, ou seja, ser mais justo com todas as regiões… Se hj estamos dividindo os royaltes do pre-sal, podemos no futuro dividir as riquezas que serao produzidas no nordeste -basta inverstir nessas regioes porque medo de TRABALHO esse povo não tem nao

  3. eleicoes2010blog Postado em: 1 de novembro, às 18:24

    Olá, Socrates,
    este blog é dedicado apenas a descrever o que acontece nas mídias sociais - como o Twitter - em relação às eleições.
    obrigada por participar da discussão.

  4. eleicoes2010blog Postado em: 1 de novembro, às 18:23

    Olá! Os comentários estão sob moderação prévia para que não sejam publicadas ofensas nominais, diretas ou palavras de baixo calão. Mas como são MUITOS comentários, estamos moderando aos poucos.
    Pedimos desculpas a todos pela demora…
    abraços e obrigada por cada comentário postado neste blog!

  5. Valdir Freitas da Lu Postado em: 1 de novembro, às 18:22

    Que pena!…o resultado final, o preconceito.
    O Brasil feito por pessoas mesquinhas transformam o pais, fazem com que o mesmo povo vitima da covardia admistrativa seja o vilão do caos. Ninguem pode ser responsabelizado quando não tem condiçoes de decidir, o povo brasileiro na sua maioria nao esta habilitado a decidir o seu proprio futuro. Por outro lado o Brasil tem a cultura da corupçao, pessoas mais exclarecidas estão impregnadas pela necessidade de se dar bem a todo o custo. Juntado os dois lados dos pobres ignorantes vitimas dos governos e o lado da cultura do ter tudo a todo custo, não sobra ninguem para salvar esta nação. O que foi dito se percebe historicamente, ou seja, o brasil vive numa mesmice a decadas. Para fazer politica tem que ter o dom, para salvar o pais o dom tem que vir acompanhado de decencia, algo raro de ser encontrado. Por enquanto nos resta viver de esperança.

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out
31

Branco escolhe ‘hashtag da vitória’ junto com tuiteiros

Publicado às 20:02 0 comentário

Cerca de uma hora antes da confirmação da vitória petista, o estrategista de mídias digitais da campanha de Dilma Rousseff promoveu uma discussão online para escolher a “hashtag da vitória”.

Durante a transmissão, Marcelo Branco fez um balanço da campanha e agradeceu a todos os que participaram da mobilização nas redes sociais.

Ele acompanhou a apuração final dos votos e elogiou o trabalho das campanhas adversárias, coordenadas, na internet, por Soninha Francine (José Serra) e Caio Túlio (Marina Silva).

Aos que tentaram associar a eleição de Dilma ao Dia das Bruxas, o estrategista explicou que as bruxas são o símbolo da resistência feminina: “Por que elas foram queimadas?”, perguntou.

Em clima de festa, Branco ressaltou o desempenho do trabalho: “Para nós, a missão foi cumprida”.
Antes de partir para a comemoração, a escolha foi divulgada:

E logo, logo, já estava ela nos Trending Topics do Brasil:

Mas o convite final foi mesmo para sair às ruas e comemorar, pelo menos, esta foi a opção do coordenador.

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Ana Bicca

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out
31

Tuiteiros fotografam e divulgam boletins de urna

Publicado às 16:58 0 comentário

Pouco depois do fechamento das urnas em vários estados do Brasil, mesários e fiscais de urna aproveitaram a posição privilegiada  de estarem próximos a pelo menos uma parcela dos resultados que o Brasil mais aguarda neste domingo (31) para ganhar status no Twitter.

Assim que os boletins de urna eram emitidos diante deles, sacaram o celular, fotografaram e, imediatamente, tuitaram para o mundo todo ver a contabilidade dos votos daqueles terminais.

Na maioria dos casos, a foto ficava legível:

E se o celular não tivesse câmera? #comofaz? Manter sigilo sobre os dados, definitivamente, estava fora de cogitação para estes tuiteiros:

O que leva o usuário a tuitar uma informação oficial de maneira extraoficial e antes da hora?
(  ) a emoção de estar perto do que move o momento do país
(  ) a vontade de compartilhar uma informação que pode ser do interesse de outras pessoas
(  ) exibicionismo
(  ) a facilidade da tecnologia
(  ) o desejo de “furar” a mídia e o os órgãos oficiais
(  ) outras possibilidades? … Diga nos comentário ;-)

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Ana Brambilla

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out
31

Eleitores fotografam urna eletrônica durante votação

Publicado às 11:10 0 comentário

Assim como ocorreu no primeiro turno, alguns eleitores que votaram na manhã do domingo (31) no segundo turno das eleições abriram mão do direito de manter o voto secreto e fotografaram a imagem da urna eletrônica antes de confirmar. Depois, postaram a opção nas redes sociais.

Também teve o eleitor que preferiu fotografar apenas a imagem final da urna, com a tela indicando o final da votação. Assim, pelo menos, garantiam o direito de manter o voto secreto.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, o eleitor não pode portar qualquer tipo de equipamento eletrônico durante a votação. Os mesários orientam os eleitores, mas muitos conseguem burlar a regra carregando um celular ou uma câmera fotográfica no bolso, por exemplo. Não há punição para quem divulga as imagens.

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Filipe Speck

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out
31

Antes de ir às urnas, mesários aproveitam para tuitar

Publicado às 07:41 0 comentário

Há quem considere uma atividade inglória. Outros, cidadã. O fato é que os mesários, que já estão nas zonas eleitorais de todo o Brasil para trabalhar no segundo turno das eleições deste domingo (31), aproveitaram o café da manhã para tuitar.

A quantidade de mensagens com a hashtag #mesario foi tamanha que, pouco antes das urnas abrirem, às 8h, o termo entrou nos Trending Topics do Twitter. E teve gente impressionada com a quantidade de mesários Brasil afora. ;-)

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Filipe Speck

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