Eleições 2010

Fale conosco
mai
08

Quem é o estrategista de mídias sociais de Marina Silva?

Publicado às 11:40 0 comentário
ENVIE SEU COMENTÁRIO
X

* campos obrigatórios

  1. Digite os números acima e clique no botão Enviar

  2. AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião de Terra Networks Brasil S.A. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Terra Networks Brasil S.A. poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

No momento em que Marcelo Branco enfrenta uma crise de credibilidade pelo trabalho que vem conduzindo à frente da presença de Dilma Rousseff na internet, as atenções do público voltam-se, naturalmente, para o modo como os presidenciáveis vêm ancorando tais ações. A polêmica que envolve Branco com os casos de Norma Bengel, do programa Fala Dilma e da suspeita de que ele seria desligado da campanha petista já foi resultado de uma alta expectativa que o brasileiro conectado nutre pela atuação dos candidatos às Eleições deste ano nos meios digitais.

Após a escola de Obama, os grandes partidos não hesitaram em recorrer aos tais “especialistas em mídias sociais” para projetar seus candidatos. Ocorre que se trata de uma falácia: como algo tão recente e ainda sem modelos amplamente aprovados já pode ter “especialistas”? Há, lógico, os hard users com visões direcionadas ao seu campo de trabalho. Por exemplo, o profissional de marketing que mergulhou nos ambientes de UGC e, portanto, descobre, por meio de experiências constantes, o que pode ou não dar certo em espaços onde quem manda é o público.

Esse “detalhe” sobre quem realmente está no comando das mídias sociais por vezes passa despercebido entre aqueles que auto-intitulam ou são batizados de “especialistas”. Ora, quem ganha para fazer buzz em redes sociais deve ser o dono da bola, não? Não.

Um dos aspectos mais fortes das mídias sociais é a naturalidade que emerge deste comando que está nas mãos do público. Conviver no Orkut ou sentar num boteco já faz pouca diferença. Usar o YouTube também já parece tão natural quanto ir pro trabalho todos os dias.

E foi essa naturalidade que Marina Silva soube expressar no vídeo que tubou no dia 7 de maio, às vésperas do Dia das Mães. Em pouco mais de 2 minutos, com uma voz tremendamente rouca e diante de um cenário aparentemente despreocupado, a pré-candidata do PV leu um poema que ela mesma escreveu à família. A referência maior é aos filhos, especialmente à menina que ela deu à luz em um domingo de Mães.

Os cortes suaves e os olhares fugidios de Marina para trás da câmera denotam que ali houve, sim, um trabalho de edição e de preparo compatíveis a um vídeo caseiro, com direito até a “tremidinha” acidental de câmera. Mas nada de teleprompter, de luzes de estúdio, de forçação de barra.

Marina não falou de política neste vídeo, mas sabe que o eleitor-habitante das mídias sociais não quer apenas discurso de campanha.

Estamos na era da transparência inevitável e o universo “real life” pulou os muros do Big Brother para projetar tendências na política. Simples assim.


Ana Brambilla