A campanha de Marina Silva na internet adota uma estratégia diferente da escolhida por seus adversários. Ao invés de criar novos espaços de socialidade, como fizeram Dilma e Serra, a candidata do PV resolveu aderir às redes já existentes como Twitter, Orkut e Facebook.
Com cerca de 500 membros, a comunidade oficial da presidenciável no Orkut tem um fórum bastante ativo, cuja maioria dos tópicos foi criada por membros. A Equipe Marina (perfil oficial) também interage e marca presença em todas as discussões em que é “convocada”, esclarecendo dúvidas do público e deixando sempre claro que não é a própria candidata quem fala, mas sua equipe de comunicação.
Em um dos tópicos do fórum, surgiu uma questão interessante do ponto de vista da mobilização na rede. Donos de comunidades pró-Marina queriam saber qual a utilidade de uma comunidade oficial se muitas outras já tinham surgido espontaneamente e já mobilizavam milhares de membros. A maior delas foi criada em 2006 e tem mais de 15 mil participantes.
A resposta da Equipe Marina veio em seguida, esclarecendo que é preciso manter o controle do conteúdo até o início oficial da campanha para evitar problemas jurídicos semelhantes aos que Dilma e Serra enfrentaram recentemente junto ao TSE. A mobilização no Orkut já exisitia, mas algumas regras de campanha precisavam ser respeitadas.
A opção encontrada pela equipe de comunicação foi criar uma nova comunidade e chamá-la de “oficial”, pois só assim poderia responder pelo que seria dito ali. Pelas mesmas razões jurídicas, as comunidades já existentes que faziam campanha direta para Marina ou denegriam a candidatura dos opositores ficaram de fora da lista de relacionadas.
A decisão de manter a independência das comunidades já existentes garantiu a liberdade de expressão na rede sem onerar a candidata.
No Facebook, a página de Marina Silva existe oficialmente desde 22 de junho deste ano, segundo anúncio feito no blog, mas o mural começou a receber conteúdo já no dia 17 de maio. Com cerca de mil fãs (como são chamados os membros de uma comunidade no Facebook), o espaço tem servido basicamente para receber recados de apoio à candidatura da ex-senadora.
Bem diferente do que acontece no Orkut, todas as mensagens que os fãs postaram no mural desde que a página foi criada estão sem resposta. Alguns membros voltaram para conferir e se sentiram ignorados.
Até o momento, o foco da página no Facebook parece ser o de conquistar novos membros. Um passo a passo sobre como apoiar a candidatura na rede está disponível na aba Marina Silva, no menu.
O Facebook é uma das redes sociais que mais cresce no Brasil, apesar de ainda perder para o Orkut em número de usuários. No fim das contas, o objetivo dos dois é basicamente o mesmo: servir de espaço para conversar, trocar referências e construir ou fortificar laços com base no que as pessoas têm em comum.
Fica a expectativa de que o Facebook ganhe a mesma atenção que as equipes de comunicação das campanhas dispensam ao Orkut e ao Twitter.
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Nanni Rios




Blog da equipe de Mídias Sociais do Terra, de olho no uso das redes de relacionamento nas Eleições 2010.
