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jul
19

Debate Online alinha Brasil à tendência internacional

Publicado às 10:57 1 comentário
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Pioneiro no Brasil, o Debate Online 2010 insere-se em um contexto mais abrangente do fazer política na era digital. Outras iniciativas desta natureza marcaram a caminhada norte-americana desde o início da década. Todas apontam para a mesma direção: debates ao vivo com a interferência do usuário no sentido de aproximar os candidatos e eleitores.

Os primeiros debates online

captura de tela de arquivo da Internet

Web White and Blue em 2000: captura de tela de arquivo da Internet

Em 2000, a disputa entre George W. Bush e Al Gore contou com uma experiência de aproximação dos internautas ainda tímida: através do site Web White and Blue, usuários puderam enviar perguntas textuais aos candidatos. Cada presidenciável elaborava sua resposta e disponibilizava o retorno na própria rede.

Marcado por uma web ainda limitada tecnicamente, os políticos procuravam explorar o potencial hipertextual do meio, indicando muitos links para embasar e aprofundar suas visões de governo. Tal hábito é a base do diálogo online e, embora continue sendo amplamente utilizado, saiu da vitrine web para dar lugar a outras possibilidades, como a instantaneidade da publicação e recursos multimídia.

Integração de redes sociais ao debate político

Já em 2008, campanha que marcou o auge da mobilização em redes sociais, identificamos uma série de iniciativas que trouxe o eleitor ainda mais perto da discussão política.

Nas prévias pelo partido Democrata dos EUA, o YouTube juntou-se a CNN promovendo debates via canal específico. O funcionamento era assim: o usuário subia, no YouTube, vídeos com perguntas aos pré-candidatos. Na sequência, a CNN selecionava as melhores questões para reproduzir ao vivo em rede nacional e dava o direito de resposta a todos os candidatos.

debate dos Democratas

YouTube + CNN: debate dos Democratas

Em outra iniciativa, o canal CurrentTV promoveu um debate integrando TV e Twitter: as mensagens com a hashtag #current apareceram no rodapé da tela enquanto os candidatos seguiam o debate. A ação foi chamada “Hack the debate“, fazendo uma alusão à quebra (ou ao hackeamento) de um lugar de fala hegemônico no debate.

Embora este caso não tenha permitido o envio de perguntas ao vivo, os twitteiros assumiram a postura de comentaristas e conquistaram espaço na mídia mainstream.

Exemplo de tweet exibido pela Current TV

CurrentTV propôs o "hackeamento" do debate via Twitter

Com o Debate Online do dia 26 de julho, o Brasil dá um importante passo: ao mesmo tempo em que democratiza o acesso ao debate político, pode trazer para esta cena cidadãos até então isolados das discussões de interesse público com projeção nacional.

Saiba como fazer parte do 1º Debate Online do Brasil enviando sua pergunta.

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Thalles Waichert