No período pós-eleitoral, os balanços das campanhas e do desempenho dos candidatos é uma prática frequente. Assim como Marcelo Branco, o coordenador da campanha digital de Marina Silva, Caio Túlio Costa, junto com o responsável pelas mídias clássicas, Nilson Oliveira, também fez uma análise do trabalho realizado durante as últimas semanas.

O primeiro a falar sobre a campanha foi Oliveira. “Fizemos um trabalho de integração total, não havia distinção entre mídias clássicas e mídias digitais”, apontou. Segundo ele, hoje é fundamental que as duas mídias trabalhem juntas.
Em uma rápida comparação com a campanha de Obama, ele afirmou que, no Brasil, as redes sociais foram bem mais usadas: “conseguimos ir muito à frente do Obama em relação a determinadas situações na mídia digital”. Além disso, apontou algumas adaptações que foram feitas já que a legislação brasileira não permite a compra de banners ou a utilização de sms, por exemplo. Os valores empregados na campanha aqui no Brasil também eram bem inferiores aos praticados pela campanha do democrata.
Caio Túlio Costa apresentou as 12 frentes de ação aplicadas na campanha de Marina. Dentre elas, o Twitter, o Blog, o site oficial (coração de tudo), as comunidades no Facebook e no Orkut, a postagem de fotos no Flickr e de vídeos no YouTube, o Social Game (muito usado e que ajudou a levar mensagens da campanha para dentro dos domicílios, segundo Caio Túlio), a arrecadação online, o monitoramento (saber o que está acontecendo em tempo real, para poder agir em tempo real), entre outras iniciativas.
Em relação à candidata Marina Silva, Caio Túlio ressaltou que ela tinha pouca familiaridade com o computador e que eles a levaram à Campus Party no início de 2010 para que começasse a se apropriar de ferramentas digitais.
Para a campanha, foi preciso “estar de olho” na usabilidade da rede , “não basta só transpor o conteúdo daquele negócio chamado jornal para a internet”, ressaltou, “é preciso entender”. Segundo o coordenador, a internet é diferente: “ela pressupõe a interatividade, o respeito ao outro”. Daí vem a necessidade de tratá-la com o devido cuidado.
Caio Túlio explicou que o crescimento de Marina nas redes sociais não foi orgânico, pois resultou das ações promovidas na rede. Ele enfatizou o papel do Orkut como propagador de discussões e o Social Game (O mundo de Marina) que levavam as mensagens da candidata para um número maior de pessoas, tanto na rede quanto fora dela. “As crianças entram no game, escolhem seus ambientes, levam esta mensagens para os pais e falam da candidata”, exemplificou.
Enquanto a campanha era debatida entre os coordenadores, a hashtag #casemarina foi tão comentada que, em pouco tempo, chegou aos Trending Topics do Twitter.
Quando soube do sucesso do termo no microblog, Oliveira explicou o caso: “Hoje, não aconteceu uma palestra ou um debate sobre o que foi a campanha da Marina. Através da hashtag, as pessoas estão assistindo e fazendo outros debates”.
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Ana Bicca























Blog da equipe de Mídias Sociais do Terra, de olho no uso das redes de relacionamento nas Eleições 2010.

#GoMarina =D