Em tempos de campanha eleitoral é bom que alguns jornalistas-estrela tomem cuidado na hora da tietagem.
A twitteira Ediane Borges acompanhou a chegada do jornalista William Bonner ao aeroporto de Macapá, devidamente munida com sua câmera fotográfica.
Ao pedir uma fotinho ao lado do apresentador bonitão, foi surpreendida por uma solicitação “gentil” para que ela descolasse o adesivo do seu candidato que exibia no próprio peito. Segundo Ediane, Bonner havia dito que não poderia vincular sua imagem à de nenhum candidato, mesmo na foto que estava prestes a tirar ao lado da fã.
Até aí, nada mais legítimo para um jornalista que busca prezar pela isonomia política da própria imagem.
O “problema” é que o momento do pedido da retirada do adesivo já estava sendo registrado. Ou seja: de que adiantou cuidar da hora do “diga xis” se os bastidores estavam descobertos?
A segunda questão que se coloca aí é: Ediane não se conteve em fotografar, mas publicou as fotos e ainda divulgou qual é o partido do candidato que ela apoia.
Sim, são apenas detalhes que, na hora da foto ou do voto, pouco podem importar.
O curioso é a maneira como a facilidade de publicação em mídias sociais esvazia qualquer medida cautelar para manter uma imagem.
Twitpics desnudam.
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Ana Brambilla

Blog da equipe de Mídias Sociais do Terra, de olho no uso das redes de relacionamento nas Eleições 2010.

Esses debates só servem para demonstrar a fragilidade da Democracia. A Globo e os Institutos de Pesquisas inventaram a invenção. Pobe Trabalhador!…