Eleições 2010

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jul
14

Apoiadores querem “obamizar” campanha de Marina Silva

Publicado às 15:51 0 comentário
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A expectativa pela primeira eleição pós-Obama para presidente no Brasil é enorme. Muito foi dito até agora sobre a tão aguardada “obamização” do pleito eleitoral no país, com políticos invadindo em bando as redes sociais em busca de proximidade e de identificação com seus públicos.

Por outro lado, muitos duvidam da possibilidade de haver, aqui abaixo da linha do Equador, uma mobilização popular como a que levou Barack Obama à Casa Branca.

O fato é que vários candidatos brasileiros se inspiraram no fenômeno estadunidense - pelo menos visualmente, em seus materiais de campanha. Com uma rápida comparação, logo se vê a semelhança.

Montagem com as páginas dos candidatos. No topo, à esquerda, a página de campanha de Obama em 2008

Se a estratégia vai funcionar ou não, ainda é cedo para saber. Mas algumas evidências apontam uma movimentação neste sentido, em especial por parte dos apoiadores da candidata Marina Silva, que modificaram uma foto dela utilizando as cores do Brasil, semelhante ao que o artista Shepard Fairey fez com a foto de Obama, em 2008. Para ter uma ideia do quão popular é a comparação entre os dois, basta digitar “marina silva obama” num buscador de imagens para encontrar a montagem abaixo.

Em ambos os casos, a arte criada por um apoiador foi incorporada à campanha oficial. A figura estilizada de Obama nas cores da bandeira estadunidense e com a palavra HOPE (”esperança”, em inglês) no rodapé foi, talvez, a imagem mais famosa da campanha de 2008. Ela correu o mundo via internet, estampou sites, blogs, camisetas e adesivos de apoio ao democrata.

Da mesma forma, a figura de Marina Silva em verde, amarelo e azul foi utilizada no cabeçalho do blog oficial da ex-Ministra durante toda a pré-campanha. A ilustração também apareceu em camisetas e adesivos produzidos pelos próprios militantes, geralmente acompanhada pelo slogan do movimento “Sou +1″.

O mais importante é que não foi apenas o apelo visual e a forte presença online que levou o candidato democrata à vitória. Barack Obama imprimiu no pleito uma postura ideológica e baseou sua campanha no comprometimento com as questões econômicas, ambientais e humanitárias.

Os membros da maior comunidade pró-Marina no Orkut criaram um tópico que discute justamente a “obamização” da campanha. Eles se propõem a gravar vídeos de apoio à candidata e citam como exemplo as iniciativas do cantor Will.I.Am, da banda Black Eyed Peas, e do concurso nascido na rede para eleger a Obama Girl. Ambos promoveram a mobilização de famosos e desconhecidos para a produção de peças audiovisuais pró-Obama durante a campanha.

Reprodução

O tópico foi aberto na última segunda-feira (12) e já conta com 42 postagens, mas até o momento nenhum material produzido por eles foi divulgado. Alguns tentam propor padrões para a realização dos vídeos, enquanto o criador do tópico defende que haja liberdade para que cada um produza o que quiser. Será que a iniciativa vai vingar?

Se você conhece outros candidatos que se basearam no fenômeno Barack Obama para a campanha, sugere aqui nos comentários :-)

Nanni Rios

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jul
06

Alckmin ignora desafio de Mercadante no Twitter

Publicado às 20:22 5 comentários

Em São Paulo, a polêmica dos pedágios esquenta a primeira semana de campanha - e se transforma em desafio no Twitter entre os candidatos ao Palácio dos Bandeirantes. O tema, que tem sido comentado pelos twitteiros desde o aumento da tarifa no começo mês, ganhou o discurso eleitoral na última segunda-feira (5), quando o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, defendeu o modelo paulista de concessão de rodovias.

No mesmo dia, Aloizio Mercadante, candidato ao governo pelo PT, lançou um desafio ao tucano pelo Twitter:

Desde então, Alckmin seguiu twittando sem tocar no assunto. É possível que o tucano não tenha visto o tweet, já que Mercadante não mencionou o perfil do concorrente, o @geraldoalckmin_. Com isso, a mensagem ficou fora da timeline de menções do perfil do candidato do PSDB. Mesmo assim, como se trata de campanha eleitoral e todos acompanham os passos do concorrente, é bem provável que Alckmin já sabia da provocação do adversário.

Neste caso, será que a opção de Alckmin por não responder indica que ele adotará uma estratégia defensiva na internet? E Mercadante, vai seguir chamando os concorrentes para debates virtuais? Pode ser um sinal…


Filipe Speck

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  1. antonio angelo Postado em: 7 de julho, às 21:27

    Se fez de desentendido porque talvez não saiba como responder, ou melhor, como resolver.

  2. Doctor Postado em: 7 de julho, às 15:38

    Será que nedstas eleições teremos mais dossies com montanhas de dinheiro ou agora a PF esta bem controlada…………..

  3. roberto Postado em: 7 de julho, às 11:28

    eu não acredito em política

  4. Agamenon Postado em: 7 de julho, às 11:27

    legal

  5. rodrigo de la torre Postado em: 7 de julho, às 11:19

    legal

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Há cerca de uma semana, o candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, lançou sua própria rede social na internet com o objetivo de engajar militantes para a campanha e elaborar seu plano de governo de forma colaborativa. Devido ao curto tempo de vida (poucos dias), a Rede Mercadante conta com menos de 400 participantes e os debates nas comunidades ainda é tímido.

Reprodução da página inicial da Rede Mercadante

Do ponto de vista da mobilização na internet é interessante observar a seção Dicas digitais, que oferece tutoriais completos sobre como promover as ideias do PT e de seus candidatos nas redes sociais. Os posts ensinam desde como fazer o cadastro na Rede Mercadante até quais as utilidades do QRcode (espécie de código de barras que contém informações e pode ser lido por câmeras de celular), passando por como fazer uma conta no Orkut ou no Twitter.

A iniciativa do petista faz parte da nova onda entre candidatos de diversos partidos para as eleições de outubro no Brasil. A exemplo do que fez o presidente estadunidense Barack Obama na campanha que o levou à Casa Branca, os políticos brasileiros estão apostando nas redes sociais como diferencial para vencer a disputa.

Alguns criam seus próprios espaços para socialidade e debate, como fez Mercadante no exemplo acima. Outros resolveram entrar de cabeça na “brincadeira” e preferem socializar onde o povo já está presente.

Ao aproveitar as redes já povoadas como Twitter, Facebook e Orkut, os candidatos podem promover debates mais transparentes e obter feedbacks mais verdadeiros, que podem ser favoráveis ou contra sua candidatura. Afinal, quem está na chuva é pra se molhar, não é mesmo?

Criando uma rede social própria para a campanha, o candidato fica seguro contra manifestações negativas. Por outro lado, não tem o efetivo contato com a audiência interessada, que pode ajudar a lapidar as propostas e a construir em conjunto um bom plano de governo, coerente com as reais necessidades dos cidadãos.

Tentar povoar um novo território na internet pode ser entendido como uma forma de manter o controle sobre as discussões que serão realizadas ali. Se a moderação destes espaços não souber valorizar a diversidade, o caráter participativo vira fake, afinal quem manda é o dono do “parquinho”.

É claro que as ferramentas estão ao alcance de qualquer um. Basta ter vontade para transformar um espaço próprio de campanha nas redes sociais em um ambiente profícuo para debates reais e efetivos. E é esta a expectativa que fica para a campanha que começa oficialmente amanhã aqui no Brasil.

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Nanni Rios

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  1. joca Postado em: 5 de julho, às 16:29

    show !

  2. Mike Postado em: 4 de julho, às 21:27

    Genio. Apesar de não ser petista, reconheço o quanto a idéia é boa. Um lugar onde os eleitores podem debater sobre o candidato, e pegar dicas de como ajudar na sua campanha, isso é bom! Bem que os outros poderiam fazer o mesmo.

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