Eleições 2010

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set
26

Marionete de Dilma recria jogo de Hillary contra Obama

Publicado às 09:54 0 comentário
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Opositores da candidata Dilma Rousseff na disputa pela presidência criaram uma espécie de jogo online para protestar contra os escândalos recentes ocorridos durante o governo Lula.

A única personagem do game é uma marionete que aparece com o rosto de Dilma. O cenário imita um palco com cortinas vermelhas ao fundo. Logo abaixo do nome do jogo (”Dil.ma.rionet 2.0″) são listados três grandes escândalos ocorridos durante o governo petista.

Ao som de um rock pesado e usando apenas o mouse, é possível jogar a marionete de um lado para o outro. Os movimentos são meio bruscos e logo ela se atira contra contra o chão ou as paredes laterais do palco. O jogo não tem fim e é possível ficar “maltratando” a personagem por quanto tempo o jogador quiser.

Não há qualquer informação na página sobre quem seria o autor da peça. Também não há qualquer vestígio de CNPJ ou outro indício que classifique a iniciativa como oficial da campanha de algum adversário.

Tudo induz para que seja uma ação independente. Na rede, é possível ser anônimo e manifestar livremente uma opinião sem qualquer ônus para o seu CPF.

Hillary vs. Obama

Outra campanha que ficou famosa pela utilização de jogos online foi a de Obama, em 2008 nos Estados Unidos. Além dos jogos oficiais, vários outros surgiram por iniciativa independente de apoiadores na rede.

Em um deles, os apoiadores de Obama podem “dar uma surra” em Hillary Clinton, principal adversária na disputa nas prévias pela presidência dos Estados Unidos.

Antes e depois de Hillary Clinton no jogo "Hillary vs. Obama"

Tanto a iniciativa que põe Dilma no alvo da crítica quanto a ação de Hillary versus Obama trazem, pelo caráter extra-oficial, o conceito de remix, ou seja, o usuário se apropria de um conteúdo (no caso, as disputas eleitorais) e cria um conteúdo (software) de modo paralelo à realidade. Violências à parte, na rede é o usuário que mostra quem está, de fato, no poder.

Nanni Rios

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jul
14

Paródia no Youtube lembra fenômeno ObamaGirl

Publicado às 23:22 2 comentários

Ainda na onda da “obamização” das campanhas eleitorais no Brasil, circulou no Twitter nesta quarta (14) o link para um vídeo do Youtube em que um garoto dança e canta uma paródia da música Telephone, da cantora pop Lady Gaga. A letra manifesta apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

O vídeo intitulado DILMABOY foi postado no dia 28 de junho pelo usuário pauloenriquerc, mas “bombou” no Twitter só hoje. O que mais chama atenção é a semelhança com o fenômeno ObamaGirl, em que a atriz e modelo Amber Lee Ettinger expõe toda a sua admiração pelo candidato democrata na eleição de 2008.

Na ocasião, Obama declarou que ficou bastante constrangido com a homenagem, pois a atuação da moça no clipe é bastante sensual. Já no caso do DilmaBoy, a reação foi outra. Assim que soube da existência do tributo, a equipe da candidata começou uma verdadeira caçada no Twitter.

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Nanni Rios

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  1. Xavier Postado em: 15 de julho, às 13:57

    virou entre os 10 videos mais twittados de hoje no mundo e 2 na categoria Comedy http://bit.ly/aO7pM5

  2. Mario Postado em: 15 de julho, às 00:27

    perdi 15 segundos da minha vida. claro que não assisti até o fim.

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jul
14

Apoiadores querem “obamizar” campanha de Marina Silva

Publicado às 15:51 0 comentário

A expectativa pela primeira eleição pós-Obama para presidente no Brasil é enorme. Muito foi dito até agora sobre a tão aguardada “obamização” do pleito eleitoral no país, com políticos invadindo em bando as redes sociais em busca de proximidade e de identificação com seus públicos.

Por outro lado, muitos duvidam da possibilidade de haver, aqui abaixo da linha do Equador, uma mobilização popular como a que levou Barack Obama à Casa Branca.

O fato é que vários candidatos brasileiros se inspiraram no fenômeno estadunidense - pelo menos visualmente, em seus materiais de campanha. Com uma rápida comparação, logo se vê a semelhança.

Montagem com as páginas dos candidatos. No topo, à esquerda, a página de campanha de Obama em 2008

Se a estratégia vai funcionar ou não, ainda é cedo para saber. Mas algumas evidências apontam uma movimentação neste sentido, em especial por parte dos apoiadores da candidata Marina Silva, que modificaram uma foto dela utilizando as cores do Brasil, semelhante ao que o artista Shepard Fairey fez com a foto de Obama, em 2008. Para ter uma ideia do quão popular é a comparação entre os dois, basta digitar “marina silva obama” num buscador de imagens para encontrar a montagem abaixo.

Em ambos os casos, a arte criada por um apoiador foi incorporada à campanha oficial. A figura estilizada de Obama nas cores da bandeira estadunidense e com a palavra HOPE (”esperança”, em inglês) no rodapé foi, talvez, a imagem mais famosa da campanha de 2008. Ela correu o mundo via internet, estampou sites, blogs, camisetas e adesivos de apoio ao democrata.

Da mesma forma, a figura de Marina Silva em verde, amarelo e azul foi utilizada no cabeçalho do blog oficial da ex-Ministra durante toda a pré-campanha. A ilustração também apareceu em camisetas e adesivos produzidos pelos próprios militantes, geralmente acompanhada pelo slogan do movimento “Sou +1″.

O mais importante é que não foi apenas o apelo visual e a forte presença online que levou o candidato democrata à vitória. Barack Obama imprimiu no pleito uma postura ideológica e baseou sua campanha no comprometimento com as questões econômicas, ambientais e humanitárias.

Os membros da maior comunidade pró-Marina no Orkut criaram um tópico que discute justamente a “obamização” da campanha. Eles se propõem a gravar vídeos de apoio à candidata e citam como exemplo as iniciativas do cantor Will.I.Am, da banda Black Eyed Peas, e do concurso nascido na rede para eleger a Obama Girl. Ambos promoveram a mobilização de famosos e desconhecidos para a produção de peças audiovisuais pró-Obama durante a campanha.

Reprodução

O tópico foi aberto na última segunda-feira (12) e já conta com 42 postagens, mas até o momento nenhum material produzido por eles foi divulgado. Alguns tentam propor padrões para a realização dos vídeos, enquanto o criador do tópico defende que haja liberdade para que cada um produza o que quiser. Será que a iniciativa vai vingar?

Se você conhece outros candidatos que se basearam no fenômeno Barack Obama para a campanha, sugere aqui nos comentários :-)

Nanni Rios

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jun
24

Campanha em mídias sociais depende de engajamento prévio

Publicado às 18:34 0 comentário

O impacto das eleições nas mídias sociais pautou as discussões no painel central da tarde desta qunta (24), do seminário Social Media Brasil, evento organizado pelo Media Education no Teatro Frei Caneca em São Paulo.

Marcelo Vitorino, da Talk Interactive, abriu as atividades fazendo um paralelo entre  o uso das mídias sociais nas eleições norte-americanas, em 2008, e o fenômeno que se espera para a campanha deste ano, aqui no Brasil.

Algo descrente no boom que isso pode causar, Vitorino lembrou que a polarização estadunidense, na forma de apenas dois partidos, se dissolve quando o Brasil é um país pluripartidário. “Se você não tem história, não vai ganhar eleição, não. O Obama ganhou porque ele usou as redes sociais para potencializar a sua história”, analisa Manoel Fernandes, da Bites.

Outro ponto que distancia consideravelmente a realidade brasileira daquela que vive o país de Obama é o forte hábito de usar cartão de crédito em compras online. Ainda que os índices de e-commerce aumentem no Brasil, aquele “receio” que algumas pessoas ainda têm ao digitar o código de segurança de seu cartão em um site pode restringir o montante de microdoações online aos candidatos.

Responder ou não responder a uma provocação do público via mídias sociais foi um dos desafios abordados pelo grupo. Soninha Francine (PPS) comentou a importância da resposta para o posicionamento do político, especialmente quando são apontados de forma pejorativa pela comunidade. As redes sociais são um dos principais canais (senão o principal) para trabalhar o gerenciamento de uma crise de imagem.

Fernandes foi campeão de menções ao afirmar perante uma trupe de twitteiros que internet não ganha eleição, mas constrói percepções. Falar diretamente com o público e não depender mais da militância é um dos diferenciais que Vitorino percebe no uso destas plataformas pela política. Claro, essa proximidade não se cria da noite para o dia. Soninha lembra que pode não ser produtivo ao candidato das eleições deste ano se engajar nas redes só agora. É preciso já habitar estas redes rotineiramente.

Internet não é televisão, a métrica não é quantitativa, lembra Rafael Oliveira, da Rede Mobiliza PSDB. Internet é onde se debate, onde se conquista um cabo eleitoral que vai disseminar sua proposta para as massas, concorda Soninha. Oliveira acredita que uma eleição pode se decidir em um boteco, reafirmando o valor da fragmentação e dos microgrupos da rede. “Senão nós brigaremos para ter a audiência da TV”, contrapõe.

Ao ser perguntada sobre o quanto se sente exposta no Twitter desde que mergulhou na gestão pública, Soninha disse que, na política, assim como em outras áreas feito a música ou o futebol, os posicionamentos mais apaixonados são tomados por “torcidas organizadas”, cujo problema é o exagero dos gestos. Mas cada político vai reagir como achar melhor. É importante responder ao público para esclarecer informações falsas que estejam circulando, especialmente na forma de spams. “Mas tem gente que nem liga, podem falar o que quiser”, pondera.

Na Colômbia, a derrota do candidato com melhor trânsito nas redes sociais, Antanas Mockus, sinalizou que a realidade do país pode ser implacável nas urnas, mesmo diante de uma ação superpoderosa de relacionamento com o eleitor.

E no Brasil, como será? Estamos mais para Estados Unidos ou mais para Colômbia?

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Ana Brambilla

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mai
31

@PliniodeArruda quer campanha à lá @BarackObama

Publicado às 10:50 1 comentário


Pl�nio de Arruda Sampaio é ass�duo no twitter. Pré-candidato à Presidência quer viabilizar sua campanha com doações pela internet.

Plínio de Arruda Sampaio é assíduo no Twitter. Pré-candidato à Presidência quer viabilizar sua campanha com doações pela internet.

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, o quase octogenário Plínio de Arruda Sampaio, busca viabilizar sua campanha com métodos popularizados pelo atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. O democrata americano teve cerca de 3,2 milhões de doações com valores abaixo de US$ 100. Todas através da internet. A campanha de Obama contava com uma lista de e-mail com os contatos de 13 milhões de apoiadores.

O valor arrecadado garantiu o pagamento de boa parte dos custos da campanha de Obama. Segundo Plínio, o método de arrecadação de recursos utilizado pelo americano é o mais democrático, pois facilita a doação do cidadão comum, que só pode contribuir com poucos Reais.

Uma determinação do partido de Plínio também deve colaborar para que sejam buscadas pequenas doações pela internet. A direção da sigla decidiu que não aceitará doações de empresas, prática já estabelecida entre partidos e candidatos. O PSOL só contará na campanha com recursos doados por pessoa física.

Plinio de Arruda Sampaio, aos 79 anos, tem presença forte no Twitter: Ele mesmo se intitula o ‘maior twitador’. Assim como outros pré-candidatos à Presidência, passa as madrugadas conversando com eleitores pelo Twitter. Ele não se satisfez em apenas começar a usar a ferramenta; fez um vídeo chamando seus apoiadores para o debate: “O Twitter é uma ferramenta que todos precisamos usar, porque o Twitter nos põe dentro do debate político na hora que ele está acontecendo”.

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Willian Araújo

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  1. Roberto Teles Postado em: 2 de junho, às 19:20

    Excelente atitude! Se pensarmos pq existe a corrupção, vemos que as principais empresas que a praticam (empreiteiras, bancos, conglomerados) são as mesmas que financiaram a campanha de todos os ex-presidentes!

    Pelo jeito o PSOL NÃO VAI ACEITAR verbas de empresas. Já tem o meu voto!

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mai
16

Mídias Sociais nas eleições colombianas

Publicado às 12:21 0 comentário

Quando vemos o frenesi pelas redes sociais em que estão os pré-candidatos às Eleições no Brasil, logo relacionamos: “O Obama fez escola”. E parece ter feito mesmo. Mas quem garante que as estratégias que fizeram sucesso nos Estados Unidos de 2008 repitam o mesmo êxito no Brasil de 2010?
Diminuindo esta distância de realidades, as experiências com mídias sociais em eleições na Colômbia já mostram um cenário diferente, uma postura mais crítica, ponderada do uso destas plataformas. Menos confete, menos cópia. Mais reflexão. Talvez, mais compatibilidade com o contexto brasileiro.
No começo deste ano, Antanas Mockus era o último candidato nas pesquisas de intenção de voto. Três meses e mais de meio milhão de seguidores no Facebook depois, o candidato “Independiente” se coloca como o mais provável sucesso de Álvaro Uribe.
Assistindo à ascensão do concorrente, Juan Manuel Santos pautou seus estrategistas de campanha a explorarem redes sociais. Foi aí que o candidato “oficialista” pulou de 20 mil para 168 mil seguidores no Facebook no intervalo de um mês.

O resultado até parece bom para Santos, mas no quesito “mídias sociais”, seu desempenho eleitoral não deve ir muito longe. Ricardo Galán, responsável pela campanha do “oficialista”, afirmou ao jornal Clarín que sites de relacionamento não são as melhores ferramentas para o seu cliente. O eleitor de Santos estaria, na visão de Galán, mais presente na TV, no rádio, nos meios impressos. Daí fica a pergunta: e a busca por novos públicos? Isso não parece preocupá-los.A campanha de Mockus nas mídias sociais pode estar dando tão certo porque seu eleitor é mais jovem, mais conectado. Isso justifica plenamente o uso destas plataformas, uma vez que o próprio público se responsabiliza por ancorar as ações. E esse é um quadro que ainda não vimos no Brasil. Enquanto os presidenciáveis se viram do avesso para ganhar notoriedade nas mídias sociais – às vezes até pecam pelo excesso! – o que se viu até agora foram manifestações oficiais no Twitter, em blogs, no YouTube, no FormSpring, no Flickr. Sim, válido. Mas o público, que é o grande legitimador destas ações, ainda não assumiu a frente das representações dos pré-candiatos brasileiros nas redes.
Uma estratégia oficial de mídias sociais dá realmente certo quando deixa de ser oficial e passa a ser um espaço do usuário. Foi o que aconteceu com Mockus, vide as manifestações espontâneas de simpatizantes no seu mural do Facebook.


Cerca de 50% dos 45 milhões de colombianos usam a internet. Da outra metade, quase toda vive no campo, o que torna a efetividade das ações online mais difíceis. Ainda assim, a escola do Prof. Obama parece dar um bom eco por lá. Acontecerá o mesmo aqui no Brasil?


Ana Brambilla

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